Computadores pessoais chamados a ajudar em projectos científicos

ComputadorQualquer pessoa pode ajudar no desenvolvimento de grandes projectos científicos. Basta ter um computador em casa e ligá-lo a uma plataforma de computação voluntária, o Ibercivis.

In Jornal Público

O Ibercivis, que é hoje apresentado em Lisboa mas já está em funcionamento, é uma iniciativa que junta instituições espanholas e portuguesas, como o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas e a Universidade de Coimbra.

Através do Ibercivis, o computador pessoal é ligado à plataforma e fica a trabalhar, nos momentos em que não estiver a ser usado normalmente, realizando cálculos, que são depois enviados para os investigadores.

A ideia é procurar o apoio dos cidadãos para desenvolver investigação em áreas tão diferentes como o tratamento da paramiloidose (conhecida como a doença dos pezinhos), a fusão nuclear, o desenvolvimento de nano materiais e o tratamento do cancro.

Há também escolas que vão estar envolvidas no Ibercivis através da ligação dos seus computadores, o que permitirá a alunos e professores contribuir para o avanço científico e contactar com a investigação que está a ser feita nos laboratórios nacionais e estrangeiros.

A presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Rosália Vargas, explica que esta “é uma oportunidade de envolver o cidadão, todas as pessoas, de todas as idades e de todas as formações. Basta que tenha um computador e que queira colocá-lo ao serviço da ciência”.

Trata-se de “pôr os computadores a fazer cálculos imensos, necessários em vários projectos de investigação. É uma forma de participação que parece passiva, mas é activa”, realçou a responsável à agência Lusa.

Rosália Vargas frisou ainda que o projecto, que agora se inicia em Portugal, permite “fazer a ligação entre a comunidade científica e as escolas e entre a comunidade científica e a comunidade em geral”.

O conceito de usar computadores pessoais para a realização de tarefas que precisem de grande poder de computação não é novo. Um dos mais conhecidos exemplos é o SETI@home, que recorre a esta técnica para analisar sinais de rádio em busca de vida extra-terrestre.

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