Israel diz ter respondido a tiros disparados


O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert afirmou que Israel havia bombardeado nesta quinta-feira um prédio da agência da ONU para a ajuda aos refugiados palestinos (Unrwa) em Gaza em resposta a tiros disparados desse complexo. O ataque ao prédio da ONU, fortemente criticado, destruiu a ajuda humanitária que tinha entrado na Faixa de Gaza nos últimos dias, após os depósitos das Nações Unidas onde o auxílio estava armazenado serem atingidos pelos bombardeios israelenses. “A comida que entrou em Gaza nos últimos dias está pegando fogo”, disse, em Gaza, o porta-voz da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), Adnan Abu Hasna, em declarações ao “Canal 10” da televisão de Israel.Uma grande coluna de fumaça branca, primeiro, e preta, depois, por causa do combustível queimado, era vista esta tarde sobre a Faixa de Gaza, depois que pelo menos um projétil de tanque israelense atingiu de manhã os depósitos da ONU.

Ataque contra agência

Dois jornalistas palestinos ficaram feridos nesta quinta-feira em um ataque aéreo israelense contra uma sede da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) em Gaza, afirmou um porta-voz da organização. O complexo era o centro de operações de vários meios de comunicação árabes e ocidentais. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se disse “escandalizado com o bombardeio israelense” contra as instalações da principal agência da ONU de ajuda aos palestinos em Gaza. .Mais tarde, o próprio Ban afirmou que o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, pediu desculpas pelos disparos feitos.
“O ministro da Defesa me disse que foi um grave erro e que levou isso muito a sério. Ele me garantiu que será dada atenção extra às instalações e funcionários da ONU, e que isso não irá se repetir”, disse Ban.

Israel intensifica ofensiva em Gaza

As forças israelenses aprofundaram a sua incursão na Cidade de Gaza, e os combates se intensificaram, ampliando a pressão sobre o Hamas num momento em que ambas as partes avaliam uma proposta de cessar-fogo. Os bombardeios da quinta-feira foram os mais violentos em três semanas de conflito.
Após 20 dias de confrontos, fontes dos serviços de saúde de Gaza dizem que pelo menos de 1.028 pessoas morreram – cerca de 30% delas são crianças.
Nesse mesmo período, Israel teve 13 mortes – sendo 10 soldados, além de 3 civis atingidos por foguetes do Hamas. (AFP).

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