Novo ‘Magalhães’ vai ser mais caro

A JP Sá Couto, empresa que produz o computador Magalhães, apresentou o novo modelo do portátil, que terá um design totalmente português, novas funcionalidades e começará a ser comercializado no último trimestre do ano.
Fonte:Jornal de Notícias
Durante a conferência de imprensa de apresentação da nova versão do computador, que ainda não tem nome, o administrador da empresa, João Paulo Sá Couto, destacou as novas funcionalidades do “novo membro da família Magalhães”, nomeadamente uma caneta-rato que permite escrever directamente no computador.
O administrador da empresa de Matosinhos salientou também o facto do novo modelo poder ser ligado a um monitor de televisão, possuir uma capacidade de armazenagem de 80 a 160 Gigabytes (GB), três portas de USB e um software de leitura que permite a utilização do portátil em diferentes ambientes de luz.
“O novo modelo vai ser um pouco mais caro”, afirmou João Paulo Sá Couto, escusando-se a avançar valores e referindo que o “preço será definido na altura do lançamento” do portátil.
A versão actual do Magalhães está disponível no mercado por 285 euros, mas pode ser adquirida no programa e-escolinhas por um preço máximo de 50 euros.
O administrador da JP Sá Couto disse que a inclusão do novo modelo no programa e-escolinhas “depende dos operadores de telecomunicações”.
João Paulo Sá Couto afirmou que o novo Magalhães, que será apresentado sexta-feira em Las Vegas, durante uma cerimónia da Intel, pode ser exportado, à semelhança do que aconteceu com o modelo actual.
A Venezuela já comprou um milhão de “Magalhães”, que começarão a ser entregues “a partir deste mês”, disse o administrador, avançando que os contratos com Angola (um milhão), Liba (entre um a dois milhões) e Equador (sem valores previstos) deverão ser fechados até ao final primeiro trimestre.
No segundo trimestre do ano, deverão ficar concluídos os negócios com Moçambique, Argentina, México, África do Sul e Quénia, ficando para depois possíveis contratos com Cabo Verde, Macau, Timor, Emirados Árabes Unidos, Bélgica, Hungria e Roménia.
“Alguns destes países têm projectos que não são de educação e, por isso, foram deixados para segundo plano, porque neste momento estamos focalizados em projectos educacionais”, justificou João Paulo Sá Couto.
Questionado sobre os atrasos na entrega dos computadores em Portugal, o administrador admitiu a existência de problemas na distribuição, que já foram resolvidos.
“Ao nível da produção, não temos nenhum problema, mas a nível de distribuição houve alguns problemas que já foram colmatados”, afirmou João Paulo Sá Couto, garantindo que os computadores do programa e-escolhinhas “serão entregues até ao final de Março”.
Até ao dia 29 de Dezembro, o Governo entregou 50 mil dos 500 mil computadores Magalhães encomendados no âmbito do programa e-escolinhas, segundo dados do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
A JP Sá Couto facturou 165 milhões de euros em 2008, dos 14,5 milhões de euros referentes ao Magalhães.
Em 2007, a JP Sá Couto encerrou o ano com uma facturação de 97 milhões de euros.
As previsões da JP Sá Couto apontam para uma facturação de 600 milhões de euros em 2009, ano em que a empresa vai investir 30 milhões de euros e mais do que duplicar o número de trabalhadores, para um total de 500.

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