Tradições portuguesas podem vir a ser Património Mundial

A Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) vai propor ao Governo a criação de um grupo de trabalho para analisar futuras candidaturas portuguesas a Património Mundial Imaterial, uma classificação que distingue tradições, rituais e folclore, noticia a Lusa.Assinada em 2003, a Convenção para a Protecção do Património Cultural Intangível foi ratificada por Portugal há apenas dois meses, faltando ainda ser elaborada e aprovada a legislação que vai regular a aplicação no país deste diploma internacional.

De acordo com aquela Convenção, até ao momento ratificada por 104 países, podem ser distinguidas como Património Mundial expressões artísticas ou culturais, como rituais, danças, músicas tradicionais ou artesanato, por exemplo, que sejam reconhecidas como elemento fundamental da identidade de um povo ou de uma comunidade, transmitidas de geração em geração, mas continuamente renovadas e em conformidade com os direitos humanos.

«Muitas tradições estão a desaparecer rapidamente no mundo globalizado. É muito importante criar mecanismos de protecção deste património a nível mundial e em cada um dos países», disse à agência Lusa Fernando Brugman, do Comité do Património Cultural Imaterial da Unesco.

Por ser mais subjectiva e difícil de definir, a aprovação desta nova distinção da UNESCO tem gerado acesos debates na opinião pública um pouco por todo o mundo, por exemplo na sequência da divulgação de projectos que propõem a classificação da nouvelle cuisine francesa ou da dieta mediterrânica a Património Mundial.

«Estas discussões são muito importantes para consciencializar as pessoas e tem havido uma forte participação dos meios de comunicação social e da opinião pública porque estão em causa coisas que dizem directamente respeito à identidade dos povos. Por isso, geram grande controvérsia», adiantou o especialista da UNESCO.

Em Portugal, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou em 2004, por proposta do então presidente da Câmara Pedro Santana Lopes, o projecto de avançar com uma candidatura para distinguir o Fado como Património Mundial Imaterial da UNESCO.

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