Trabalhadores de Aljustrel querem ser recebidos pelos ministros do Trabalho e Economia

d81llcaffp7ebcavledcrcarkq3ebcac45s0lca2skftlcan6edf5cajcyjktcat0xd72cafj8enkcaho939tcah9q642ca4isgi2calm2hdcca17khb9ca5700wdcaluddz0cadj565ccat9juruOs trabalhadores das minas de Aljustrel pretendem reunir-se nos próximos dias com os ministros da Economia e do Trabalho para os sensibilizar para as consequências da suspensão da laboração naquela unidade, anunciada hoje pela empresa proprietária, face à queda dos preços do zinco no mercado. De acordo com as deliberações aprovadas esta tarde em plenário, uma delegação de trabalhadores da Pirites Alentejanas vai tentar encontrar-se com Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Segurança Social, que amanhã se desloca a Beja. “Vamos levar, em dois ou três autocarros, uma delegação alargada de trabalhadores e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira para falar com o ministro”, revelou Jacinto Anacleto, coordenador daquela estrutura. “Também já temos confirmação que a reunião no Ministério da Economia, na segunda-feira, em Lisboa, está agendada para as 10h30”, acrescentou o dirigente sindical. Para a tarde de amanhã está também previsto um encontro de representantes dos mineiros com o governador civil de Beja, Manuel Monge. Em declarações à Lusa, o responsável admitiu que a suspensão da laboração na mina “tem um impacto muito grave sobre o tecido empresarial e de emprego” na região. “Vamos procurar estar atentos e minimizar o máximo possível, mas não podemos esconder que é uma situação que nos causa grande preocupação e que seguimos com a maior atenção”, acrescentou. Apesar de a Lundin Mining Corporation, proprietária da Pirites Alentejanas, ter anunciado a intenção de rescindir parte dos contratos, o governador civil diz que “há a garantia de que a empresa de que ficará com o efectivo necessário para que a mina reabra logo que o zinco atinja valores compatíveis com a sua exploração”. A empresa proprietária justifica a suspensão dos trabalhos nas minas de Aljustrel – que em Maio retomou a produção, após 15 anos de encerramento – com a baixa cotação do zinco no mercado e com a crise económica. As minas vão parar, “com efeitos imediatos”, toda a actividade produtiva, ficando o complexo em situação de “care and maintenance” (manutenção das instalações). A Lundin Mining, empresa de capitais canadianos e suecos, decidiu também parar a extracção de zinco nas minas de Neves-Corvo (Somincor), mas o complexo vai continuar a extrair cobre. “O grave de toda esta situação é mesmo Aljustrel, onde a laboração pára e a empresa quer rescindir com trabalhadores, porque em Neves-Corvo vai tudo continuar a trabalhar”, sublinhou Jacinto Anacleto. Segundo o sindicato, a empresa comunicou que, dos “cerca de 150 trabalhadores”, “só vai necessitar de 50 para a manutenção das instalações”. O sindicato adiantou que a Lundin Mining vai contactar os trabalhadores, a partir de amanhã e até ao dia 20, “para negociar a rescisão dos contratos”, mas estes decidiram, “por agora, não assinar qualquer rescisão por mútuo acordo”.

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