E melhor filme de todos os tempos é…

Quando viu Marlon Brando no ecrã, com todo aquele peso sobre os ombros, a tentar passar o testemunho do negócio de família a um expressivo Al Pacino, o realizador Steven Spielberg pensou em demitir-se por não ter visto nunca nada de tão belo. É esta uma das confissões que a revista britânica de cinema «Empire» publica no seu número de Novembro para justificar a escolha de «O Padrinho» como o melhor filme de todos os tempos.Segundo o realizador de «E.T.» e «Tubarão», a reacção ao ver a obra-prima de Francis Ford Coppola foi sentir-se «pulverizado». «Senti que me devia demitir porque não havia razão para continuar a realizar dado que nunca vou conseguir alcançar aquele nível de engenho para contar uma história», disse Spielberg à «Empire».

Ao dissecar a máfia, esta produção tornou-se das mais citadas em todo o mundo, arrebatou o Óscar de Melhor Filme e deu origem a duas bem sucedidas sequelas – em particular o filme do meio, que bisou na ovação.

Presença assídua nas listas dos melhores filmes de todos os tempos, «O Padrinho» volta agora ao primeiro lugar numa lista que reúne os 500 melhores filmes de todos os tempos, escolhidos a partir da votação dos seus leitores.

O restante «Top 10»

Atrás do filme de Coppola, está «Os Salteadores da Arca Perdida», do próprio Steven Spielberg, e «A Guerra das Estrelas V: O Império Contra-Ataca», de George Lucas.

Famosa por respeitar os gostos populares e não desdenhar dos grandes êxitos de bilheteira, a «Empire» coloca o drama prisional «Os Condenados de Shawshank», de Frank Darabont, no quarto lugar, e «Tubarão», também de Spielberg, no quinto.

Seguem-se «Tudo Bons Rapazes», de Martin Scorsese, «Apocalipse Now», também de Coppola, e «Serenata à Chuva», musical com realização partilhada por Stanley Donen e Gene Kelly, nas sexta, sétima e oitava posições, respectivamente.

O «top 10» fica completo com «Pulp Fiction», de Quentin Tarantino, e «Clube de Combate», obra polémica e violenta de David Fincher.

Os 10 favoritos de Tarantino

Para celebrar o momento, a revista decidiu lançar cem capas diferentes desta edição especial, cada uma com um dos 100 filmes inscritos nos «500 mais», e pediu a pessoas influentes do ramo cinematográfico para também anunciarem a sua lista de filmes preferidos.

O realizador Quentin Tarantino foi um dos convidados e aceitou partilhar o seu «top 10». O primeiro lugar pertence a «O Bom, o Mau e o Vilão», de Sérgio Leone. Segue-se um outro western, «Rio Bravo», e «Blow Out», filme de Brian De Palma.

O quarto lugar é de «Taxi Driver», de Scorsese, seguidos da paródia «O Grande Escândalo», a obra oriental «5 Fingers of Death», «A Caixa de Pandora», a obra de terror «Carrie», «Odeio-te Meu Amor» e o subtil filme de guerra de Billy Wilder «Cinco Covas no Cairo».

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