Portugal espera dois anos para aprovação de medicamentos de cancro

Um estudo internacional demonstra que Portugal é o país europeu que mais tempo demora na aprovação das terapias inovadoras para tratamento de cancro, cerca de dois anos, em comparação com outros países. O trabalho que teve por base uma investigação a 20 países será apresentado em Albufeira, no decorrer do III Congresso Português do Cancro do Pulmão, que teve início esta quinta-feira e termina no próximo sábado. Para o presidente do grupo de estudos do cancro do pulmão, Fernando Barata, uma das principais causas para este atraso deve-se à excessiva burocratização do Infarmed, que, segundo o especialista «trabalha de forma mais lenta» do que autoridades de outros países da Europa. Esta situação leva a que os doentes oncológicos portugueses beneficiem das terapêuticas um ou dois anos depois das «que já estão aprovadas e utilizadas noutros países», salientou Fernando Barata. Um outro ponto referido pelo responsável diz respeito ao custo dos novos medicamentos, que são sempre mais caros, o que, num país como Portugal, onde o Serviço Nacional de Saúde tem dificuldades orçamentais, aumenta ainda mais o atraso dos medicamentos. Segundo revela o Diário Digital, Portugal é um dos países onde a incidência de cancro de pulmão na Europa apresenta uma taxa mais baixa, com um total de 28 casos por cada 100 mil habitantes.

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