Nobel da Literatura para o francês Jean-Marie Gustave Le Clézio

Estocolmo – O Nobel da Literatura foi hoje atribuído ao escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio um dos mestres da literatura contemporânea em língua francesa, cuja obra é considerada como uma crítica ferrenha à civilização urbana e ao Ocidente materialista. Segundo o Comité Nobel, a academia sueca atribuiu o galardão a um «escritor da ruptura, da aventura poética e do êxtase sensual, o explorador de uma humanidade mais além da civilização reinante». Jean-Marie Gustave Le Clézio nasceu a 13 de Abril de 1940, em Nice, França, filho de um cirurgião britânico e de uma francesa da Bretanha. Com oito anos, Le Clézio e a sua família mudaram-se para a Nigéria, onde o seu pai, foi colocado durante a II Guerra Mundial. Em 1950 a sua família regressou a Nice. Le Clézio formou-se em Letras, trabalhou na Universidade de Bristol e de Londres, em Inglaterra. Em 1967 cumpre o serviço militar na Tailândia, como cooperante, donde é expulso por denunciar a prostituição infantil. Termina o seu serviço militar no México. Durante quatro anos, de 1970 a 1974, partilha a vida com índios do Panamá. Em 1975 encontrou a marroquina Jemia, que viria a tornar-se a sua esposa. Le Clézio afirma dever muito ao México e ao Panamá, «Essa experiência mudou toda minha vida, minhas idéias sobre o mundo da arte, minha maneira de ser com os outros, de andar, de comer, de dormir, de amar e até de sonhar», comentou certa vez, ao evocar essa época de sua vida. Casado e pai de duas filhas, Le Clézio vive em Albuquerque, nos Estados Unidos, mas desloca-se frequentemente entre Nice e uma casa que possui na Bretanha A sua obra, que compreende contos, romances, ensaios, novelas, traduções de mitologia ameríndia, numerosos prefácios e artigos, é considerada como crítica do Ocidente materialista e uma atenção constante aos mais fracos e aos excluídos. A obra Le Clézio ultrapassa os 50 títulos e traduzidos para português estão os «O Processo de Adão Pollo», «O caçador de tesouros», «Deserto» (considerado a sua obra-prima), «Estrela errante», «Diego e Frida» e «Índio branco». Todos os prémios Nobel, excepto o Nobel de economia foi criado pelo banco central sueco em 1968, foram criados no testamento do magnata Alfred Nobel e são entregues desde 1901.

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