Castro de S. João da Arribas

O castro de S. João das Arribas situa-se numa zona privilegiada de observação da grandeza da paisagem e do Rio Douro e constitui um ponto de observação obrigatório.
Os castros eram antigos povoados, situados num local elevado, com boas defesas naturais, boa visibilidade e boas linhas de água. Por questões defensivas, este tipo de povoados possui uma ou mais muralhas, de altura e largura variáveis. A escolha de locais em posições elevadas com significativo valor estratégico parece indicar um período de profundas transformações, em que a preocupação principal seria a defesa e controlo de uma determinada região. Por outro lado, a escolha de locais próximos de linhas de água estaria relacionada com a subsistência da comunidade e com a facilidade de comunicação que os cursos de água sempre permitiram.
A origem dos castros remonta ao final da Idade do Bronze, cerca de 1000 anos antes de Cristo, altura em que se verificou um desenvolvimento extraordinário da metalurgia do bronze. Os homens que habitavam estes povoados viviam, inicialmente, em cabanas de madeira e colmo. Com o decorrer dos tempos e a evolução das técnicas de construção, começaram a surgir as casas feitas de pedra. De planta circular, quadrangular ou rectangular, as mais complexas possuíam um átrio ou vestíbulo anexo. O material usado nestas habitações era, essencialmente, o granito e o xisto, predominando o primeiro em larga escala.
(…)
Os mais antigos agrupamentos humanos de caçadores nómadas, de que há grandes vestígios no norte do país, remontam ao Paleolítico, isto é, para além de trinta mil anos A. C. Foram mais tarde por altura de 2500 A. C. substituídos por outros que praticavam a agricultura e a criação de gado e fixaram-se na terra em povoados abertos e depois fortificados. Estes Neolíticos que mais tarde conheceram a metalurgia do cobre e tiveram certo apogeu no chamado Bronze Atlântico. Foram depois invadidos pelos Celtas conhecedores da metalurgia do ferro que chegaram ao Ocidente da Península por volta de 590 A. C. Estas duas populações, invadida e invasora, fundiram-se e deram origem à chamada “Civilização Castreja”, que tanto se notabilizou no referido Noroeste. Estes castrejos não constituíam um estado com independência própria, mas sim, agrupamentos que muito se guerreavam.

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