Espionagem: Armas usadas por agentes secretos em guerras

Os objetos que você verá a seguir são resultado de anos de pesquisa e milhões de dólares investidos pelos principais centros de espionagem do mundo durante os períodos de guerra. Eles estão em exposição em Washington, na sede do Museu Internacional da Espionagem, a primeira instituição pública do gênero no mundo que abriu suas portas no dia 19 de julho. Na entrada, os visitantes ganham nomes secretos e podem testar algumas das traquitanas. A coleção é numerosa: mil peças que pertenceram ao serviço secreto americano e das antigas Alemanha Oriental e União Soviética.

Tinta invisível

País: Alemanha Oriental
Ano: 1980

Para ler mensagens secretas, agentes do governo usavam canetas que tinham um tipo especial de tinta que só podia ser vista no papel quando submetida aos raios ultravioletas emitidos sob determinadas condições. A maleta da foto continha a parafernália para decifrar essas cartas.

Sapato grampeado

País: ex-URSS
Ano: 1960

Produzido pelos agentes soviéticos para monitorar conversas secretas durante a Guerra Fria . O transmissor, microfone e baterias são instalados entre a sola e o salto do sapato. Alguém próximo à pessoa investigada (camareiro no hotel, por exemplo) instala a engenhoca nos sapatos. Tudo o que a pessoa fala é então transmitido para uma estação de rádio-escuta.

Relógio de pulso

País: Alemanha
Ano: 1949

Dentro dele há um filme circular. É suficiente para bater seis fotos enquanto se finge olhar as horas.

Casaco fotográfico

País: ex-URSS
Ano: 1970

Os russos costumavam usar a câmera F21 para obter fotos clandestinas. A máquina ficava escondida atrás de um botão falso que se abria para bater a foto. O comando era dado a partir de um disparador que ficava em um dos bolsos do casaco. Ele se ligava à máquina por meio de um cabo. A engenhoca ainda está em uso.

Lança-gás

País: ex-URSS
Ano: 1950

Criado pelo serviço secreto russo para matar de forma silenciosa e sem deixar pistas. No tambor da arma existe um frasco com ácido prússico. Ao apertar o “gatilho”, uma fagulha detona o frasco e o ácido se converte em cianureto, um gás fatal. A vítima morre por intoxicação.

Beijo da Morte

País: ex-URSS
Ano: 1965

À primeira vista parece um batom, inofensivo. Mas é, na verdade, uma pistola calibre 4,5 mm usada pelos agentes da KGB, durante a Guerra Fria.

Carvão explosivo

País: EUA
Ano: 1942-1945

O explosivo camuflado era utilizado em operações de sabotagem, principalmente em trens e navios. Como parecia um pedaço de carvão, era introduzido nos fornos que faziam mover embarcações e locomotivas. Com o calor, explodiam.

Decifrador de códigos “Enigma”

País: Alemanha
Ano: 1944

A engenhoca, que codificava e decodificava mensagens, foi utilizada por nazistas para se trocar informações táticas durante a II Guerra Mundial. Os historiadores afirmam que o fato de os Aliados terem descoberto uma forma de desvendá-las garantiu a eles a vitória, em 1945. Mesmo com a derrota, os alemães continuaram buscando uma forma de deixar o aparelho mais complexo. Em 1943, foi preciso utilizar o computador Colossus I, o primeiro do mundo, para decifrar os códigos.

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