Cruzados deixaram ADN

Os cruzados idos da Europa para o Médio Oriente desde o século XI ao XIII deixaram a sua marca genética, hoje identificável por análise ao ADN. A constatação foi feita no âmbito do projecto lançado em 2005 pelo National Geographic e que pretende mapear as rotas seguidas pela espécie humana por todo o planeta. Cientistas do Projecto Genographic afirmam ter encontrado um traço genético na população masculina cristã do Líbano que coincide com traços comuns também na população da Europa ocidental. Foi daqui que os muitos milhares de cruzados peregrinaram para fazer a chamada Guerra Santa. Muitos deles haveriam de manter-se pelo Médio Oriente, misturando-se com as populações locais. Agora, as análises feitas ao DNA de homens na região do Líbano mostram que estes têm uma assinatura genética particular, que os investigadores descreveram como uma espécie de “apelido” em comum. Esse parentesco surge assinalado numa variação do cromossoma masculino Y , a WES1. Nesta procura pelas movimentações humanas ao longo da História, os investigadores descobriram também haver laços genéticos entre a população muçulmana do Líbano e uma linhagem presente na Península Arábica, que para lá levou o Islão nos séculos VII e VIII. Nesse caso, existe com maior frequência uma associação de cromossomas designada como J1.

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