Arqueólogos descobrem corpos de filhos do czar Nicolau

 Arqueólogos russos afirmam ter descoberto restos mortais que podem ser de dois filhos do último czar russo Nicolau, o príncipe herdeiro Alexei e a princesa Maria. A família real russa – Nicolau II, a mulher Alexandra, quatro filhas (Anastácia, Maria, Tatiana e Olga) e o filho Alexei – foi fuzilada pelos comunistas em 1918, nos arredores da cidade de Ekaterimburgo (Sverdlovsk), nos Urais. «Durante trabalhos de investigação, realizados em Julho e Agosto de 2007, foram encontrados restos de duas pessoas com vestígios de numerosos ferimentos. Os arqueólogos dos Urais consideram que se trata dos restos mortais do príncipe herdeiro Alexei e da princesa Maria. Restos de um rapaz com 10-13 anos e de uma rapariga com 18-23 anos», disse hoje Serguei Pogorelov, vice-chefe do Centro de Estudos Arqueológicos do Distrito de Sverdlovski. Segundo o arqueólogo, os restos mortais foram encontrados ao realizarem-se escavações num lugar que estava fixado «num documento até há pouco tempo secreto». Trata-se do relato promenorizado de Iakov Iurovski, o comunista que foi encarregado por Moscovo de exterminar os membros da família real russa. O czar Nicolau foi destronado pela revolução de Fevereiro de 1917 e enviado para o exílio para fora de São Petersburgo. Depois da chegada dos comunistas ao poder, a família real russa foi enviada para Ekaterimburgo e aí fuzilada por ordem das novas autoridades na Rússia. Em meados dos anos 90 do séc. XX, foram encontrados restos mortais nos arredores de Ekaterimburgo, que os peritos consideraram ser de membros da família real russa mas faltavam restos mortais de duas pessoas. Depois de numerosas peritagens, os restos mortais foram sepultados, com honras de Estado, na Igreja de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, onde se encontram os jazigos dos czares da família Romanov. A Igreja Ortodoxa Russa recusou-se a participar nas cerimónias oficiais, pois duvidou das conclusões dos cientistas. «Se se provar que os restos mortais encontrados agora pertencem a dois membros da família real, isso apenas vem confirmar que os cadáveres sepultados em São Petersburgo pertencem também a essa família», declarou o historiador e escritor Eduard Radzinski, autor de uma das mais pormenorizadas biografias de Nicolau II.

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